Na entrevista, Laura contou sua história desde um estágio não remunerado na LOWE, passando pelo Young Creatives, sua ida para a DM9 e a estratégia para chegar em NYC. Ela também ensinou maneiras de mostrar a pasta por aqui, falou sobre salários, verba, vida depois da agência e (pasmem) reclamou do excesso de prazo. Eu, que já era fã dos textos, passei a gostar ainda mais dessa "minina de Belonzonte".
Assim como na Saatchi & Saatchi, não avancei na agência além de uma sala de reuniões próxima da recepção, portanto, o que posso escrever sobre a DDB NY é: a recepção é bonita. Desculpem-me os curiosos.
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Amanhã vou conhecer a original. Já trabalhei em uma DDB, a EugênioWG Sul DDB, mas acredito que a gente naquela época estava muito longe de ser uma DDB de verdade. Amanhã vou entrar no número 437 da Madison Avenue para entrevistar a Laura Esteves e confirmar essa suspeita. Quando sair de lá conto como foi.
Bill Bernbach made a huge impact on modern advertising. In fact, he is often credited as the inventor of modern advertising and the leader of the "Creative Revolution" of the 1960's. By realizing the value in a close working relationship between copywriters and art directors, Bernbach created an ad creation style that thrived upon an equal and complimentary relationship. As a result, the ads were more creative, more enjoyable, more memorable, and ultimately more effective. Bernbach also founded one of the most successful and powerful advertising agencies in the world. DDB, Doyle, Dane, Bernbach, now known as DDB Needham, has continued to be one of the most respected and top-ranked agencies for the past four decades. In ad age's survey of the top 100 campaigns of the century, DDB was awarded more than any other. And Bill Bernbach was chosen as the single most influential person in the last 100 years of advertising.
Fonte:www.ciadvertising.org | Blogged with Flock
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Ontem fui visitar a Young & Rubicam e a Saatchi & Saatchi e entrevistar o Kléber Menezes e o Ícaro Dória, respectivamente, para a monografia. Como na política americana, apesar de os dois serem diretores de criação de grandes agências em NY e buscarem um objetivo comum (o sucesso dos seus clientes), eles – e suas agências – têm posturas muito diferentes em relação à propaganda e ao modo de se fazê-la. Abaixo, comentários escritos logo após sair pela porta de cada um deles.
A Y&R NY é uma tradicional agência da Madison Avenue: gigante na estrutura e "segura" na propaganda. Eles tem diretor disso, diretor daquilo, Juniors, Seniors, ilustradores, bureau e plotter in house, etc mas funcionam de forma dura e burocrática. Não senti um clima de tesão pela propaganda fluindo pelos corredores, mas apesar disso, me senti bastante à vontade por lá. Me senti um igual, parte da grande tribo de pessoas estranhas, que não se encaixam sob nenhum rótulo e nunca pagam suas contas em dia. Pela primeira vez em Nova Iorque me senti um publicitário.
Entrar na S&S foi como ser transportado para um lugar no futuro. Ou pra outro planeta, sei lá. Desde a recepção (com dois rapazes de sexualidade duvidosa) até o papo com o Ícaro, tudo me fez sentir como um ET. Não como um daqueles que tem nave espacial, tecnologia ultra-avançada e que - apesar da feios pra dedéu - têm uma inteligência sobre-humana Me senti como um alienígena atrasado de um planetinha muito mixuruca no sul da galáxia do samba. Os caras estão um milhão de anos-luz à minha frente. Até a dupla de estagiários já tem leão na prateleira. De ouro. A S&S foi agência do ano em praticamente todos os grandes festivais no ano passado, Grand Prix, Clios, Leões, etc. Nesse planeta da superpropaganda, entrar na Archive é o lanche da tarde.
Obrigado ao Kléber e ao Ícaro que me receberam superbem, abriram as portas das suas agências e espaço nas suas agendas para participar deste projeto e compartilhar com mais gente as aventuras e desventuras de ser publicitário na Grande Maçã.
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O papo rendeu um convite pra conhecer a agência na próxima terça-feira. Terça também tenho marcada a entrevista com o Ícaro Dória, Diretor de Criação da Saatchi&Saatchi, na Saatchi&Saatchi. Já até consegui um alvará de soltura no trabalho. Como vocês devem imaginar, estou ansioso pra que essa tal de terça chegue logo.
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Laura Esteves é mineira de Belonzonte, redatora na DDB NY, maratonista, escritora bilíngüe, colunista da seção Passaporte do CCSP e adora deixar bilhetes nos tênis do namorado. Cria para Diet Pepsi, Budweiser, prefeitura de New York e já rodou um comercial com Jerry Seinfeld.
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Ícaro Doria, brasileiro, 27 anos é talvez o mais jovem diretor de criação da Saatchi&Saatchi, agência premiadíssima no mundo inteiro. Ícaro ganhou fama internacional com a campanha Meet the World, para a revista portuguesa Grande Reportagem. A campanha ganhou, entre outros prêmios, o Leão de Ouro no Festival de Cannes de 2005 e o Grand Prix do Fiap, Festival Ibero-americano de Publicidade e já recebeu diversas atribuições falsas de autoria, nome e propósito que circularam pelo mundo através de emails e blogs. Até prêmio Nobel já sugeriram para o "diplomata norueguês" que supostamente teria criado os infográficos a pedido da ONU. Confira aqui, aqui e aqui.Marcadores: Ad Fuckers, Monografia
Este blog vem ao mundo digital hoje, na madrugada de um sábado fadado a ser o primeiro do mês de dezembro do grande ano de 2007 e nasce com a missão de registrar a maior aventura da vida deste diretor de arte que vos escreve. Sonho antigo, a possibilidade de morar na Big Apple nasceu de um plano de viagem turística, backpacker mesmo, de apenas 10 dias e foi crescendo descontroladamente até a marca de 100 dias que pretendo cumprir.
Durante a evolução projeto, o visto de turista se transformou em visto de trabalho temporário (J1), o que me permitirá trabalhar legalmente nos EUA até o dia 15.03.2008. Depois disso, fico mais 10 dias cumprindo o plano original, como backpacker. Fazendo um merchan, estou indo pela Intercultural, com um programa de trabalho chamado Work Experience USA® (jabá pra cliente vale, né?).
Assumi 3 objetivos para esta temporada na cidade que nunca dorme:
1. Trabalhar/estagiar em uma agência de propaganda em NYC. É barra, eu sei, mas eu acredito em um Deus que faz milagres. Essa vai ser a melhor bagagem que vou trazer de volta ao Brasil.
2. Trazer material para a minha monografia. O título é Reclames Made in USA - Publicitários brasileiros que deram certo na Madison Avenue. É um trabalho de história oral temática que pretende registrar a trajetória de grandes profissionais brasileiros que atuam no maior mercado do mundo, suas motivações, medos, dificuldades, etc.
3. Viver sem medo de entrar em roubadas. Quero arbitrariamente presenciar/participar de situações que rendam histórias capazes de entreter amigos, filhos, netos e algum leitor ocasional. É trip total!
Então é isso. Toda a colaboração é bem-vinda. Dicas, contatos de amigos que moram lá, notícias sobre NY enquanto eu estiver aqui, notícias do Brasil quando eu estiver lá, sei lá. Criatividade gente!
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