Notícias não muito boas a todos que prometi "pouso" em NYC: meu senhorio pediu que saíssemos no fim de janeiro, pois alugou o apartamento em regime anual pelo dobro do preço que pagamos. Estou homeless again. Assim que tiver novas (espero que boas) comunico a todos.
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Morar em NYC é viver uma montanha-russa de emoções. Acordei esta manhã superdisposto a – depois de mandar alguns resumés – contar pra vocês sobre o apartamento que aluguei. Ao chegar na quinta avenida, percebi que tinha que comprar créditos pro celular. Aqui eles cobram tanto pra ligar quanto pra receber (mesmo valor) e quando os créditos acabam o celular morre. Como é que alguém vai me contratar se não puder falar comigo? Até aí, tudo bem. Coisa mais-que-normal comprar crédito pra celular... mordi a língua. Estando na 5th Avenue, caminhei cerca de 20 blocks atrás da porcaria do cartão da T-Mobile. Ok, uma caminhada forçada no frio, mas isso não é motivo pra ficar chateado, não é? Vamos em frent... mordi a língua outra vez. Ao tentar pagar pelo cartão porcaria suspeitei pelo saldo do cartão que o turco tinha me passado a perna no aluguel da Van (vou falar disso em seguida). Vinte blocks de volta, morrendo de raiva daquele turco fdp (virou fdp no terceiro quarteirão, daí pra frente só piorou) pra checar se a suspeita se confirmava. Graças a Deus era só suspeita. Já tava pensando em como eu ia jantar...
Em apenas duas horas fui de feliz a P da vida e voltei. Andei 40 blocks no frio (20 de ida e 20 de volta) e estou aqui, pronto pra começar o post. Nem o Beto Carreiro tem emoção assim...
Por volta das 11h da noite do último dia 23 encontrei um maluco que disse estar morando na casa de uma brasileira que encontrou no trem, que o marido dela era americano e que o irmão do cara tinha um apartamento no Harlem pra alugar. Perguntou se eu não estaria interessado. Depois de ver cada espelunca que mais pareciam o apartamento do Peter Parker no Spiderman 2 e 3 (no 1 ele mora com a Tia Mae e depois com o Harry em apt supercool), resolvi dar uma chance ao cunhado da brasileira. Eu e um outro brasileiro, meu roommate, Lucas. Quase 1h da manhã do dia 24 estávamos vendo um apartamento inacreditável por um preço parecido com o das espeluncas. Mudamos às 9h da manhã. O único problema era que o apartamento não tinha móvel algum além do fogão e da geladeira.
Na fé, entrei no oráculo de toda a NYC: o Craigslist pra ver se não tinha ninguém doando alguma coisa. E não é que tinha? Um casal mudando pra Israel estava doando quase toda a mobília. Só passar e pegar. Aluguei uma van (do turco fdp) na U-HAUL e fui buscar. Tudo o que vocês vêem nas fotos foi completamente FREE. Nem acreditei quando cheguei na casa dos judeus. Impressionante. Tanto a doação quanto a praticidade de você poder alugar uma van ou um caminhão e fazer sua própria mudança po US$ 19.90 + 0.95 por milha rodada. Na noite de natal estávamos com o apartamento pré-mobiliado. Só falta cama, garfo e faca.
Em apenas duas horas fui de feliz a P da vida e voltei. Andei 40 blocks no frio (20 de ida e 20 de volta) e estou aqui, pronto pra começar o post. Nem o Beto Carreiro tem emoção assim...
Por volta das 11h da noite do último dia 23 encontrei um maluco que disse estar morando na casa de uma brasileira que encontrou no trem, que o marido dela era americano e que o irmão do cara tinha um apartamento no Harlem pra alugar. Perguntou se eu não estaria interessado. Depois de ver cada espelunca que mais pareciam o apartamento do Peter Parker no Spiderman 2 e 3 (no 1 ele mora com a Tia Mae e depois com o Harry em apt supercool), resolvi dar uma chance ao cunhado da brasileira. Eu e um outro brasileiro, meu roommate, Lucas. Quase 1h da manhã do dia 24 estávamos vendo um apartamento inacreditável por um preço parecido com o das espeluncas. Mudamos às 9h da manhã. O único problema era que o apartamento não tinha móvel algum além do fogão e da geladeira.
Na fé, entrei no oráculo de toda a NYC: o Craigslist pra ver se não tinha ninguém doando alguma coisa. E não é que tinha? Um casal mudando pra Israel estava doando quase toda a mobília. Só passar e pegar. Aluguei uma van (do turco fdp) na U-HAUL e fui buscar. Tudo o que vocês vêem nas fotos foi completamente FREE. Nem acreditei quando cheguei na casa dos judeus. Impressionante. Tanto a doação quanto a praticidade de você poder alugar uma van ou um caminhão e fazer sua própria mudança po US$ 19.90 + 0.95 por milha rodada. Na noite de natal estávamos com o apartamento pré-mobiliado. Só falta cama, garfo e faca.
Ah, o apartamento é no Harlem, Leo. Ponto pra mim!
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Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (em cartaz hoje nos melhores cinemas)
O mais difícil de morar em NYC sozinho é estar em NYC sozinho. Tem tanta coisa a ser compartilhada nessa cidade que a gente se sente aproveitando tudo pela metade. Não sei, talvez eu tenha acostumado a chegar em casa no fim do dia e dividir tudo o que aconteceu, comemorar os dias bons e ter um ombro pra chorar nos dias ruins, e isso faz falta. Vou usando o blog como palhativo.
A última quarta-feira foi um dia bom, o melhor que tive aqui até agora. Fiz minha primeira entrevista e tudo correu bem. Montei meu portfolio, cheguei no escritório na hora marcada e fui atendido por duas mulheres, uma CEO da empresa e outra Diretora de Marketing, Danielle e Liz. Meu inglês estava bom, fluente, conversamos bastante, gostaram do meu trabalho e nos despedimos com "vamos mandr um email pra você esta noite". Depois de sair dessa entrevista, fui até uma outra, roubada total, daquelas de vender livro infantil na rua, mas isso não abalou minha alegria. No fim do dia, passei na Apple Store da 5ª avenida (minha Lan House favorita) e li o email delas: pediram um flyer-teste. Ok, let's do it!
Ontem, em compensação, foi um dia ruim. Como não tenho computador ainda, cheguei na Apple Store cedinho para fazer o flyer-teste. Pra que ninguém more dentro da loja, não tem bancos ou cadeiras por aqui. Você pode usar qualquer computador que queira, pelo tempo que desejar, desde que fique de pé. OK, no problem, I can do it. Três horas depois - com as pernas formigando - estavam prontas 2 opções de flyer. Entrei então no Craigslist pra procurar um quarto pra morar. Achei um no Brooklyn, liguei, marquei uma visita, peguei o endereço e as DIRECTIONS (isso é fantástico aqui, depois escrevo um post só sobre isso) e fui pra lá. Pega trem, desce na estação tal, pega o ônibus tal e desce na Carlton Avenue.
- Ei, bus driver, você pode me avisar quando chegarmos na Carlton Av.?
- Of course I can!
Acho que meu inglês não é muito bom e eu não sei o que isso quer dizer. O FDP do motorista me levou até o fim da linha e nem desculpa pediu. Peguei o ônibus de volta e pedi a mesma coisa ao outro motorista. Mesma resposta. Mesma atitude. Se eu não fico ligado nas plaquinhas ia acabar no fim da linha outra vez. Cheguei no endereço. Um prédio fedorento, com lixo na porta, de frente pra um viaduto, com uma Deli (mercadinho) e uma Liquor Store (loja de bebidas) no térreo. Me atende uma ucraniana nojenta, estudante de arquitetura que esnoba quando descobre que eu sou brasileiro. Meu inglês ontem tava uma merda (isso é normal?). Ela mora num apartamento cocô, cheio de ratos e lixo e se acha no direito de esnobar alguém. Quantos Big Macs será que essa russa de merda comeu na infância? Resultado, rodei a tarde toda só pra ter raiva.
Andei um pouco no Brooklyn e peguei o trem de volta pra Manhattan. Desci na frente do Museu de História Natural mas era tarde pra pagar US$11,00 pela visita. Passei na Apple Store e fui pro hostel. Pra fechar o dia, tomei banho e esqueci minhas Thermo Pants (ceroulas) no banheiro. Acordei hoje pela manhã e alguém já tinha levado. Estou com as pernas congelando.
Hoje vou no cinema. Espero que o dia seja melhor.
Hoje vou no cinema. Espero que o dia seja melhor.
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Neste exato momento tem um negão no computador do meu lado que abre fotos da Miranda Kerr, escreve alguma coisa num papel e fica mostrando pra tela do computador. Ele fica gesticulando, abrindo e fechando a boca como se falasse com ela, mas não emite nenhum som. Ele já tá fazendo isso tem umas 2h. Tem cada doido nessa cidade...
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Minha fase dos "não sei" parece estar chegando ao fim. Há dois meses que esta é minha resposta default. As pessoas me perguntavam: "...vai morar onde?" ou então "...onde/com o que você vai trabalhar?", "vai trazer muita coisa de lá?" ao que solenemente respondia: não sei. Agora, pelo menos uma das perguntas já ganhou resposta. Acabei de reservar as primeiras 10 noites em um albergue no Harlem.
Sim, eu sei que o Harlem é um bairo de afro-descendentes e com esse meu layout americano-de-olho-azul eu posso me dar mal. Todo mundo já falou isso. Mas lembra do objetivo #3 do primeiro post? Além disso, o hostel é barato, limpinho e fica perto do metrô e a fama do Harlem é dos anos 80. Parece que tudo mudou e a coisa não é mais assim tão preta como nos filmes do Charles Bronson. Afinal, Nova Iorque é uma das metrópoles mais seguras do mundo, não é isso?
Além disso, tenho um amigo que disse que eu não visitaria o Harlem, que eu teria medo. Falei que queria visitar uma Igreja e assistir a um culto por lá e ele duvidou. E não gosto que duvidem de mim. Porém, se alguém tem algum motivo real para que eu desista disso, fale agora ou cale-se para sempre. Se me acontecer alguma coisa por lá, pode pôr a culpa no Leo.
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